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Matinê Pedagogias da Imagem

Para quais experiências o cinema nos convoca? Tendo em vista que são diversas as produções audiovisuais capazes de nos afetar atualmente, também são múltiplos os modos pelos quais as imagens nos forçam a pensar. Por isso, vamos multiplicar nossas sessões para ampliarmos nossas linhas de atuação e dar conta de diferentes linguagens, formatos, temas e debates que cada vez mais nos interpelam. O Pedagogias da Imagem – cineclube da Faculdade de Educação da UFRJ – inaugura, a partir do mês de agosto, uma nova modalidade de sessão que vem a se juntar às tradicionais sessões mensais.

Vamos dar início à Matinê Pedagogias da Imagem, com exibição de filmes seguidas de debate que acontecerão pelas manhãs, no auditório Manoel Maurício do CFCH. A ideia do projeto das matinês surgiu com o objetivo de ocupar horários alternativos com as sessões, ofertando a possibilidade de participação para escolas e turmas de ensino médio, profissionais da educação básica e superior, pessoas ligadas ao campo do audiovisual em geral, além do público espontâneo.

Deste modo, além de um estreitamento de possíveis parcerias com a educação básica, a Matinê Pedagogias da Imagem busca intensificar a dinâmica cultural do campus da Praia Vermelha, não apenas restrito a atividades acadêmicas, mas de portas abertas à sociedade, estimulando a circulação de diferentes públicos em suas atividades. Ao longo do mês de agosto, teremos sessões semanais abertas a qualquer participante interessado, como de costume. Além disso, enfatizamos o convite à participação de turmas da educação básica (a partir de 14 anos), com agendamento prévio a partir do email pedagogiasdaimagem@gmail.com .

Para as sessões inaugurais da Matinê Pedagogias da Imagem, apresentaremos filmes e debates em parceria com a Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, sendo o cineclube o local onde acontecerá a itinerância desta mostra na UFRJ. A Ecofalante, maior mostra de cinema socioambiental da América do Sul, já passou por São Paulo e neste mês de agosto desembarca no Rio, Niterói e Brasília.

Já na semana que vem, em nossa primeira sessão, exibiremos o curta Às margens e o longa-metragem Cidadã Jane: a luta pela cidade . Teremos a alegria de contar com a presença da arquiteta e professora Tamara Egler para conversar com o público após a sessão. Tamara é mestre em planejamento urbano e regional, doutora em sociologia, professora do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ (IPPUR/UFRJ) e coordenadora do Laboratório Estado, Sociedade, Tecnologia e Espaço.

As sessões acontecerão sempre às terças-feiras, às 10h, no auditório Manoel Maurício/CFCH. A entrada é franca.

Veja abaixo a programação completa da mostra na UFRJ e programe-se!

Seminário 50 anos da Faculdade de Educação da UFRJ

Em 2018, a Faculdade de Educação da UFRJ completa 50 anos. Meio século de existência não é pouca coisa e, portanto, nosso ano de 2018 está repleto de atividades comemorativas, que serão guiadas pelo empenho de pensar o presente, o passado e o futuro da instituição, suas múltiplas temporalidades, reconhecendo sua tradição e história, seu papel de resistência no cenário atual e os desafios para o próximo meio século de vida.

É nesse contexto que o Seminário dos 50 anos da Faculdade de Educação da UFRJ se realizará, tendo como objetivos tanto comemorar o meio século da instituição quanto celebrar o compromisso com a educação universal, pública e gratuita. Os dias 15 e 16 de agosto serão marcados, assim, pela intensa reflexão sobre o lugar político da universidade pública; a democratização da educação superior: balanços e desafios; as novas perspectivas para a formação de professores na UFRJ; e a FE/UFRJ nos próximos 50 anos: novas demandas, sujeitos e inquietações.

À frente dessas quatro mesas que compõem o seminário estarão sujeitos que integram a comunidade acadêmica da Faculdade de Educação da UFRJ e da UFRJ como um todo. Assim, o seminário contará com a presença de indivíduos que representem a pluralidade da instituição, incluindo professores, alunos e técnicos,  para debater a respeito de temas fundamentais, não só para a FE/UFRJ, mas também para a educação pública brasileira.

Para participar do seminário, compareça ao auditório Pedro Calmon, no Palácio Universitário do campus da Praia Vermelha da UFRJ, no dia 15 de agosto de 2018, entre 9h e 18h, e no dia 16 de agosto, entre 9h30 e 18h.

Maiores informações através do email: seminario50anosfe@gmail.com ou do telefone: 2295-3246.

Confira a programação abaixo:

PROEDES na Semana Nacional de Arquivos

Nos dias 05 e 06 de junho, o Programa de Estudos e Documentação Educação e Sociedade (PROEDES) participou da 2ª Semana Nacional de Arquivos. Durante a Semana, arquivos e instituições de memória de todo o Brasil realizaram eventos, visando a divulgação de seus trabalhos e a aproximação com o público. O evento é organizado anualmente pelo Arquivo Nacional, em parceria com a Fundação Casa de Rui Barbosa. Continue lendo PROEDES na Semana Nacional de Arquivos

[RCE-Release] Justiça escolar nos conselhos de classe?

Que concepções de justiça escolar embasam, nos conselhos de classe, as decisões sobre aprovação ou reprovação dos estudantes? Essa é uma das questões que o artigo Conselhos de classe: uma medida de justiça escolar?, de Vanessa Petró, publicado na Revista Contemporânea de Educação em 2018, objetiva responder. Petró chega à conclusão de que os conselhos de classe são permeados por disputas de diferentes perspectivas a respeito da justiça escolar, avaliação, educação e escola. Nesse sentido, enquanto alguns professores adotam em suas avaliações uma postura mais condescendente – ou seja, sem reprovar –, na tentativa de manter o aluno na instituição, outros recriminam essa atitude por considerarem que a reprovação é uma medida importante para manter a qualidade do ensino. No entanto, nem a aprovação nem a reprovação ocorrem em um vácuo: o que se destacou em relação à perspectiva de justiça foi uma concepção que preza pelo entrecruzamento das diferentes esferas em que o estudante está inserido, permitindo um posicionamento justo em relação ao resultado sobre o desempenho escolar. Nesse sentido, os docentes levam em consideração uma série de fatores – econômicos, sociais, emocionais e familiares, por exemplo – para avaliar o desempenho do discente e sua consequente aprovação ou reprovação.

De acordo com Petró, em meio às disputas, nos conselhos de classe, a respeito dos coeficientes e conceitos de cada disciplina e da atribuição de pesos distintos às matérias, os professores se preocupam em, a partir de sua decisão, não perpetuar as desigualdades sociais de que são vítimas os estudantes em situação de vulnerabilidade. Assim, os docentes procuram compensar esses alunos mais vulneráveis com a aprovação, na medida em que uma reprovação poderia provocar, até mesmo, a evasão escolar. Contudo, a autora atenta para o fato de que, com essa postura, os docentes, de certa maneira, colaboram para a manutenção das desigualdades, pois alguns deles consideram que não se deve exigir demais dos alunos “mais fracos”, cuja única ambição, com o diploma, de acordo com eles, seria ingressar ou se manter no mercado de trabalho, em vez de dar prosseguimento aos estudos. Dessa maneira, há uma descrença no potencial dos estudantes que condiciona o olhar dos professores em relação à sua trajetória escolar e às suas possibilidades de futuro.

O estudo foi desenvolvido com base no método etnográfico, a partir da observação de sete reuniões do conselho de classe de uma escola estadual de ensino médio do Rio Grande do Sul. A pesquisa, que também contou com a realização de entrevistas com a gestão escolar e com professores, desenvolveu-se ao longo do ano letivo de 2016.

 

Conselhos de classe: uma medida de justiça escolar?

Revista Contemporânea de Educação, vol. 13, n. 26, jan/abr de 2018
Autor: Vanessa Petró

Professora de Sociologia – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Feliz. Doutora em Sociologia – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestre em Ciências Sociais – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Graduada em Ciências Sociais – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.


Link para o artigo:
https://revistas.ufrj.br/index.php/rce/article/view/14351/pdf_1

Participe do PedTextos, blog da FE/UFRJ

Neste ano de comemorações do meio século de vida da Faculdade de Educação da UFRJ, é importante pensar a instituição ao longo de sua trajetória em suas múltiplas temporalidades e formas de articulação entre presente, passado e futuro. Para tanto, diversas atividades e projetos estão sendo planejados para ocorrer em 2018.

Um desses projetos é o PedTextos, uma iniciativa voltada para a publicação online de textos escritos tanto por alunos quanto por ex-alunos dos cursos de Pedagogia e licenciaturas da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UFRJ. Nesse sentido, o PedTextos será uma plataforma digital para a publicação contínua, ao longo de 2018, de textos que versem sobre as experiências e vivências dos sujeitos que estudam ou estudaram na FE/UFRJ, neste momento em que a instituição completa 50 anos.

O PedTextos tem como proposta incentivar os alunos e os ex-alunos a falarem sobre o que vivem ou viveram na FE/UFRJ, quais são suas memórias mais marcantes e o que desejam para o futuro dessa instituição. Assim, o blog é uma maneira de reconhecer não só a tradição e a história da FE/UFRJ, mas também seu papel de resistência no cenário atual e os desafios para o próximo meio século de vida.

Caso deseje participar do PedTextos, envie um texto entre 200 e 500 palavras, acompanhado ou não de fotos – como de defesas, aulas, oficinas etc. –, para o e-mail pedtextos.fe.ufrj@gmail.com, colocando no assunto o título da proposta de publicação.

Sugerimos que os seguintes tópicos sejam abordados no texto: nome, época de graduação ou pós-graduação, profissão atual, unidade em que está trabalhando, o que significou o período em que estudou na FE/UFRJ e como imagina ou deseja que os próximos 50 anos da instituição sejam.

É importante frisar que, dependendo da quantidade de textos recebidos, haverá um limite de publicação, e, diante disso, a comissão responsável fica livre para realizar uma seleção dos textos a serem publicados. A comissão também se reserva o direito de submeter os textos enviados a um crivo ético.

Com quantas memórias se faz uma imagem?

Neste ano de 2018, a Faculdade de Educação da UFRJ completará 50 anos. Meio século de existência não é pouca coisa e, portanto, é chegado o momento de comemorar: não simplesmente no esperado 11 de julho, data de nosso aniversário, mas durante o ano inteiro. Na Faculdade de Educação da UFRJ, 2018 será sinônimo de festa, alegria e júbilo, e também de intensa reflexão, pois o orgulho de fazer 50 anos vem acompanhado da celebração do compromisso com a educação universal, pública e gratuita.

Os 50 anos da Faculdade de Educação da UFRJ serão guiados pelo empenho de pensar essa instituição ao longo de sua trajetória em suas múltiplas temporalidades e formas de articulação entre presente, passado e futuro, reconhecendo sua tradição e história, seu papel de resistência no cenário atual e os desafios para o próximo meio século de vida.

A comemoração será marcada pela apresentação do trabalho significativo que a nossa Unidade tem realizado, envolvendo o sentido acadêmico e cultural de sua existência. Entendemos que, em um momento tão sensível, é necessário que tal comemoração envolva um diálogo aberto e consistente com a sociedade, evidenciando o que faz a faculdade e sua importância estratégica na defesa de uma educação pública de qualidade.

Por isso, além das atividades regulares já previstas no calendário anual da FE (Semana da integração, Seminário Aniso Teixeira, Revista Contemporânea da Educação; Secult- Cineclube-Pedagogia da Imagem, Podcast, Pedtextos ) está previsto um conjunto de ações específicas para o ano de 2018, internas e externas à FE/UFRJ, inclusive uma exposição com documentos históricos, objetos, fotos, vídeos, áudios, enfim, todo e qualquer registro da memória que possa nos fazer pensar ou repensar a imagem da nossa unidade.

Se você tem e quer compartilhar suas memórias para criação da nossa exposição, entre em com o SeCult, através do e-mail imagem50fe@gmail.com ou envie seus arquivos pelo Facebook #imagem50fe .